Terapia Infantil: Seu Filho Precisa de Psicóloga?
- Psicóloga sp, Maristela Vallim Botari CRP 06121677

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A psicoterapia infantil pode ser uma intervenção necessária quando o desenvolvimento emocional ou o comportamento da criança apresenta desvios que impactam sua qualidade de vida.
Terapia Infantil: Seu Filho Precisa de Psicóloga?
Muitas mães se perguntam, em algum momento, se o comportamento do filho é apenas uma fase do desenvolvimento ou se pode indicar a necessidade de ajuda profissional.
A infância é um período de intensas transformações emocionais, cognitivas e sociais.
Nesse processo, a criança ainda está aprendendo a reconhecer sentimentos, expressar frustrações e lidar com desafios do cotidiano. Por isso, nem sempre ela consegue comunicar em palavras aquilo que está vivendo internamente.
Sinais que podem sugerir a visita à uma Psicóloga
A Psicologia compreende que o sofrimento infantil muitas vezes aparece por meio de mudanças no comportamento. Diferente dos adultos, que costumam falar diretamente sobre suas preocupações, as crianças tendem a expressar dificuldades emocionais por meio de atitudes, brincadeiras ou reações inesperadas.
Alguns sinais podem despertar dúvidas ou preocupações.
Mudanças bruscas de humor, irritabilidade frequente, medo intenso, dificuldade para dormir ou episódios recorrentes de choro sem motivo aparente podem indicar que algo está acontecendo no mundo emocional da criança.
Também podem surgir dificuldades na escola, queda no rendimento escolar ou resistência em participar de atividades que antes eram prazerosas.
Outro ponto importante é observar alterações nas relações sociais.
Crianças que passam a se isolar, evitam brincar com outras ou demonstram muita insegurança ao se afastar dos pais podem estar vivendo conflitos internos que merecem atenção. Em outros casos, o comportamento pode se manifestar de forma oposta: agressividade, impulsividade ou dificuldades para respeitar limites.
Situações de mudança também podem impactar o equilíbrio emocional infantil.
Separação dos pais, nascimento de um irmão, mudança de escola, perda de um familiar ou conflitos familiares podem gerar sentimentos difíceis de elaborar.
A terapia infantil costuma utilizar recursos adequados à linguagem da criança, como brincadeiras, desenhos e histórias.
Esses instrumentos permitem que a psicologa infantil compreenda o universo emocional infantil sem exigir que a criança tenha a mesma capacidade de verbalização de um adulto.
A busca por orientação profissional não significa que há algo “errado” com a criança.
Pelo contrário, pode ser um gesto de cuidado e atenção ao desenvolvimento emocional do filho.
Observar, escutar e acolher os sinais emocionais das crianças é importante.
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Referências
ARAUJO, Iago Cavalcante; FREIRE, José Célio. Os valores e a sua importância para a teoria da clínica da abordagem centrada na pessoa. Rev. abordagem gestalt., Goiânia , v. 20, n. 1, p. 86-93, jun. 2014 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-68672014000100012&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 12 jul. 2019.
Quando parar a Terapia Infantil?
abril 16, 2026
Decidir quando parar a terapia infantil é uma decisão importante e deve ser tomada com cuidado.
Por: Psicóloga SP Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06/121677
Assim como na terapia para adultos, não há um momento único que se aplique a todas as crianças.
No entanto, existem alguns sinais e considerações que podem ajudar a determinar se é o momento certo para encerrar ou pausar o tratamento.
Um dos principais indicadores de que pode ser o momento de parar a terapia infantil é a sensação de que os objetivos estabelecidos foram alcançados.
Se a criança, junto com seus pais e a psicóloga, percebe que as metas terapêuticas foram atingidas e que houve melhorias significativas nos comportamentos e nas emoções, pode ser um sinal de que a terapia cumpriu seu propósito.
Isso pode incluir a resolução de problemas específicos, como ansiedade, dificuldades de aprendizagem ou questões de comportamento.
Outro sinal é a capacidade da criança de manejar suas emoções e comportamentos de forma mais independente, ou seja, quando as crianças aprendem a reconhecer e regular suas emoções, a desenvolver habilidades sociais e a lidar com os desafios de maneira menos sofrida.
Se a criança demonstra confiança em aplicar essas habilidades no dia a dia sem a necessidade de orientação constante, pode ser um indicativo de que está pronta para seguir em frente por conta própria.
A consistência em manter mudanças positivas e comportamentos saudáveis também é um fator importante.
Se os pais e a criança notaram melhorias sustentáveis e conseguem manter essas mudanças ao longo do tempo, isso pode sugerir que a terapia foi bem-sucedida.
No entanto, é essencial considerar que a terapia infantil não precisa ser um compromisso contínuo e ininterrupto.
Algumas crianças podem se beneficiar de pausas na terapia e retornar mais tarde, caso surjam novos desafios ou questões que necessitem de atenção.
A Psicóloga infantil SP Maristela Vallim Botari enfatiza que é totalmente normal voltar à terapia em diferentes fases da vida, conforme novas necessidades surgem.

























