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O que esperar de um Psicólogo

  • Foto do escritor: Psicóloga sp,  Maristela Vallim Botari  CRP 06121677
    Psicóloga sp, Maristela Vallim Botari CRP 06121677
  • 13 de mai.
  • 8 min de leitura

O que se deve esperar de um Psicólogo?

Neste artigo pretende descrever sobre a abrangência e os limites da atuação do Psicólogo, e esclarecer o que é permitido e proibido pelo nosso código de ética, bem como pela nossa postura.


O Objetivo deste artigo é: informar o público sobre as posturas esperadas por um psicólogo ou psicóloga durante os atendimentos. 


Sem esgotar o tema, que é bastante extenso e sem fechar o entendimento como se fosse verdade absoluta. 



O que faz um Psicólogo?

Somos profissionais, com arcabouço técnico teórico, com 05 anos de faculdade, voltados para a compreensão do ser humano. 


A atuação do psicólogo exige muito mais que ética: exige sensibilidade e bom senso para entender sutilezas durante os atendimentos e não causar constrangimentos para os pacientes.


Existem exceções às regras, que (como eu disse antes) somente a sensibilidade profissional e o bom senso podem apontar, se e quando as regras podem (ou devem) ser quebradas.  

Mas a regra Magna deve ser observada sempre, sem exceção:


“O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano [...]” Resolução CFP nº 010/2005



Espere reserva emocional


Embora a relação terapêutica traga embutida uma SUGESTÃO de proximidade, esta deve ser unilateral, e deve sempre vir do paciente para o Psicólogo, nunca o contrário, ou seja, somos treinados para separar nosso universo particular da vida profissional.


Sem esta condição, seria impossível atender.


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E não devemos jamais entender a postura do paciente como algo pessoal, isto vale para bem ou mal: quando um paciente nos trata com hostilidade ou carinho excessivo, interpretamos como transferência, ou projeção, ou seja, ele está nos dando algo que em tese, não deveria ser dado a nós, e sim a uma figura de importância da sua vida particular. Quando isto ocorre, devemos tratar de forma analítica, buscando compreender a postura do paciente e ajudá-lo a ser mais assertivo em suas relações pessoais. Conforme é colocado no texto abaixo:


A dinâmica da transferência segundo Sigmund Freud (1912): síntese e reflexão crítica
Transferência. Conforme esclarecem Meyer e Bauer (2002) na sequência de cerca de duas décadas de experiência clínica Freud publicou em 1912 o artigo – A Dinâmica da Transferência –, onde radica este nosso trabalho que preconiza sintetizar e refletir sobre um conceito nuclear da psicanálise: a transferência, que designa um “processo constitutivo do tratamento psicanalítico mediante o qual os desejos inconscientes do analisando concernentes a objetos externos passam a repetir-se, no âmbito da relação analítica, na pessoa do analista, colocado na posição desses diversos objetos” (Roudinesco & Plon, 1998, pp. 766-767). Nas palavras de Freud este conceito psicanalítico inclui a noção de que o paciente vê no analista “o retorno, a reencarnação, de alguma importante figura saída da sua infância ou do passado, e, consequentemente, transfere para ele sentimentos e reações que, indubitavelmente, se aplicam a esse protótipo” (1939/1977, p. 112).

Como escolher seu Psicólogo


É comum ter dúvida ao escolher psicólogos. A decisão envolve critérios práticos e técnicos.

Para quem busca Indicação de Psicóloga pela primeira vez, avaliar qualidade apenas pela internet pode ser insuficiente. Aparência digital não garante competência clínica.


Procure seu currículo lates, verifique se o que ele posta nas redes sociais condiz com o que você procura. Por exemplo, um psicólogo que posta muita coisa sobre atendimentos geriátricos, certamente não estará disponível para atendimentos infantis.



Espere uma abordagem que faca sentido para você

Abordagens: formas de intervenção. Diferentes abordagens, como a TCC - Terapia Cognitivo Comportamental, a Psicanálise a Humanista, podem oferecer ferramentas estruturadas para lidar com transtornos de ansiedade, depressão e outros desafios subjetivos. 


Espere encontrar um psicologo diferente do idealizado


Os psicólogos de televisão atendem os pacientes em consultórios gigantes, luxuoso, etc., o que as vezes serve para distorcer a realidade da nossa profissão.

Mas, a realidade pode ser um pouco diferente......

A maioria de nós atende em consultórios mais singelos: salas confortáveis, porém ambientes minimalistas, justamente para que nada distraia o paciente.


Naturalmente, algumas expectativas são criadas antes do primeiro encontro, e a realidade expectativas de atendimento que não coincidem com a realidade, e sem compreender nosso trabalho, e sem coragem de questionar, ou reclamar na hora, saem achando que não foram bem atendidos. 


Pacientes:  Perguntem

Estamos aqui pra responder


Pergunte a abordagem que o psicólogo utilizou, sua formação, capacitação, experiência, o porque do preço praticado,

Se você estiver em atendimento e por algum motivo, não estiver gostando de algo na postura do seu psicólogo, pergunte a ele. Pode questionar a vontade, afinal você precisa entender o porque está sendo atendido daquela forma.


Espere Sigilo, sempre


Fundamentos da Aliança Terapêutica

O sigilo e a confidencialidade são pilares fundamentais na interação entre Psicólogos e Pacientes. É importante considerar que:

  • Não há pressão para o relato de conteúdos íntimos ou dolorosos no primeiro contato;

  • O ritmo da exposição é ditado pelo conforto e pela prontidão do paciente;

  • A ética profissional garante o sigilo do que é exposto.


Se cometer erros, espere postura reparatória


Psicólogos cometem erros as vezes (quem nunca?).

Isto é normal em todas as profissões.

O que deve ser levado em conta é: se o psicologo assumiu o erro, a forma que o erro foi reparada; se a proposta de reparação é adequada ao que o paciente precisa.




Frases dos Psicólogos mais influentes do mundo

“Na realidade, é a pessoa que nega os seus sentimentos e as suas reações que procura tratamento. Essa pessoa tentou durante muitos anos modificar-se, mas encontrou-se fixada em comportamentos que lhe desagradam. Foi apenas ao tornar-se mais o que é, que pôde ser mais o que em si mesma negara e encarar assim qualquer mudança” (Carl Rogers)
“O melhor ângulo para a compreensão do comportamento humano é a partir do quadro de referências internas da própria pessoa. Quando isto é feito, os comportamentos estranhos e sem sentido são vistos como sendo parte de uma atividade significativa e dirigida para um objetivo” (Carl Rogers)
“O auto-conhecimento tem um valor especial para o próprio indivíduo. Uma pessoa que se tornou consciente de si mesma, por meio de perguntas que lhe foram feitas, está em melhor posição de prever e controlar seu próprio comportamento” (Skinner) 
“Durante toda a minha vida profissional fui levado a seguir direções que pareciam ridículas aos outros e sobre as quais eu mesmo tinha muitas dúvidas. Mas nunca lamentei seguir as direções que eu “sentia serem boas”, mesmo se freqüentemente experimentasse por algum tempo uma sensação de isolamento ou de ridículo” (Carl Rogers)
Referências Bibliográficas (ABNT)

FREUD, Sigmund. A dinâmica da transferência. In: Obras Completas, Volume 10: Observações Psicanalíticas sobre um Caso de Paranoia Relatado em Autobiografia ("O Caso Schreber"), Artigos sobre Técnica e Outros Textos (1911-1913). Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.


FREUD, Sigmund. Esboço de psicanálise (1939). In: Obras Completas, Volume 19: Moises e o Monoteísmo, Esboço de Psicanálise e Outros Textos (1937-1939). Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.


MEYER, Luis; BAUER, Silvia. A dinâmica da transferência (1912). In: KAUFMANN, Pierre (Org.). Dicionário Enciclopédico de Psicanálise: o legado de Freud e Lacan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.


ROUDINESCO, Elisabeth; PLON, Michel. Dicionário de Psicanálise. Tradução de Vera Ribeiro, Lucy Magalhães. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.


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Texto produzido pela:Psicóloga SP: Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677.

Não existe distância entre a Psicologia e você.


Psicóloga experiente - Há mais de 12 anos atendendo Crianças, Adultos e Casais.


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Endereço

Av. Paulista, 2001 – cj 1911 Bela Vista, São Paulo/SP

CEP 01311-000 - Próximo ao Metrô Consolação



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Quando procurar Psicóloga SP?

Quando perceber que está em um nível de estresse acima do suportável.

Quando procurar terapia


De modo geral, as pessoas procuram terapia quando percebem que algo não vai bem — seja nos relacionamentos, na forma de pensar, sentir ou lidar com a própria vida.


1. Questões nos relacionamentos afetivos

É comum buscar terapia quando surgem dificuldades na vida amorosa e nas relações interpessoais, como:

  1. Crenças de desamparo ou desamor;

  2. Dificuldade em lidar com términos, especialmente quando há sofrimento persistente ou sensação de não conseguir seguir em frente;

  3. Dificuldade em elaborar situações de traição;

  4. Desejo de construir ou manter um relacionamento saudável, reconhecendo padrões e dinâmicas que se repetem;

  5. Necessidade de se desvincular de um amor doentio;

  6. Interesse em aprender a amar, desenvolvendo formas mais possíveis de vínculo e intimidade;

  7. Reconhecimento e tentativa de sair de relacionamentos abusivos ou situações de abuso moral e psicológico;

  8. Cansaço diante de joguinhos amorosos ou relacionamentos orbitais, buscando compreender esses padrões;

  9. Interesse em identificar mecanismos de defesa nas relações afetivas;

  10. Dificuldades relacionadas a perdas, abandonos e solidão.


2. Autoestima, identidade e relação consigo

Outras vezes, a busca por terapia está relacionada à forma como a pessoa se percebe e se posiciona no mundo:

  1. Busca por autoconhecimento, questionando valores, escolhas e sentido de vida;

  2. Dificuldade em desenvolver autoaceitação;

  3. Questões envolvendo autoestima e autoimagem;

  4. Busca por autenticidade, tentando viver de forma mais coerente com quem se é;

  5. Sofrimento decorrente de comparações constantes.

3. Sofrimento psíquico e sintomas emocionais

A terapia também pode ser procurada quando há sinais de sofrimento emocional mais intenso:

  1. Presença de ansiedade persistente;

  2. Quadros de depressão em diferentes níveis;

  3. Aspectos relacionados a transtornos de personalidade.

4. Formas de pensar e agir que geram sofrimento

Em muitos casos, o incômodo está na repetição de padrões difíceis de interromper:

  1. Pensamentos distorcidos, obsessivos ou intrusivos;

  2. Ideação suicida, automutilação ou agressividade intensa;

  3. Alterações no sono, como insônia;

  4. Oscilações de humor;

  5. Compulsão alimentar;

  6. Uso abusivo de álcool e/ou outras substâncias.


5. Mudanças pessoais e elaboração emocional

Há também quem procure terapia como um espaço de reflexão e elaboração de aspectos internos:

  1. Dificuldade em lidar com sentimentos difíceis, como inveja, culpa, raiva e ciúme;

  2. Reflexões sobre carência afetiva e dependência emocional;

  3. Necessidade de perdoar e elaborar experiências difíceis;

  4. Dificuldade em lidar com o julgamento do outro, buscando se importar menos com isso;

  5. Reflexões sobre expectativas e ilusões.


6. Trabalho e estresse

O sofrimento também pode estar relacionado à vida profissional:

  1. Dificuldades relacionadas ao estresse no trabalho e à forma como a pessoa se relaciona com suas exigências.


7. Desenvolvimento de habilidades sociais

Por fim, a terapia pode auxiliar no desenvolvimento de formas mais funcionais de se relacionar:

  1. Aprender a dizer não;

  2. Lidar com dificuldades de relacionamento e comunicação;

  3. Expressar sentimentos;

  4. Reconhecer situações de chantagem emocional;

  5. Identificar e expressar sentimentos reprimidos


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Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga SP - Maristela Vallim BotariCRP-SP 06-121677sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.Trata-se apenas de um convite à reflexão

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