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Oscilações de Humor: "será que eu sou bipolar"?

  • Foto do escritor: Psicóloga sp,  Maristela Vallim Botari  CRP 06121677
    Psicóloga sp, Maristela Vallim Botari CRP 06121677
  • 27 de mar.
  • 3 min de leitura



Quando pensar em bipolaridade?

O Transtorno Bipolar é um transtorno do humor descrito tanto no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) quanto na CID-11 (Classificação Internacional de Doenças).

De acordo com esses manuais, não se trata apenas de “mudar de humor”, mas da presença de episódios bem definidos, com características específicas:

Episódio de Mania (DSM-5 / CID-11)

  • Humor anormalmente elevado, expansivo ou irritável;

  • Aumento significativo de energia ou atividade;

  • Redução da necessidade de sono;

  • Fala acelerada ou pressão para falar;

  • Pensamentos acelerados;

  • Comportamentos impulsivos (gastos excessivos, decisões arriscadas);

  • Sensação de grandiosidade.

➡️ Duração: pelo menos 1 semana (ou menos, se houver necessidade de hospitalização).

Episódio de Hipomania

  • Sintomas semelhantes à mania, porém mais leves;

  • Não causa prejuízo grave no funcionamento;

  • Pode até ser percebido como “fase produtiva”.

➡️ Duração: pelo menos 4 dias consecutivos.

Episódio Depressivo

  • Humor deprimido ou perda de interesse/prazer;

  • Fadiga constante;

  • Alterações no sono e apetite;

  • Dificuldade de concentração;

  • Sentimentos de culpa ou inutilidade;

  • Pensamentos pessimistas ou, em casos mais graves, ideação suicida.

➡️ Duração: pelo menos 2 semanas.

O ponto mais importante: não é sobre rapidez, é sobre intensidade e duração

Um dos maiores equívocos é pensar que bipolaridade envolve mudanças rápidas ao longo do mesmo dia.

➡️ Não envolve.

No Transtorno Bipolar, os episódios duram dias ou semanas, e não horas. Além disso, há um impacto claro na vida da pessoa — nos relacionamentos, no trabalho e na capacidade de funcionamento.

Então por que meu humor oscila tanto?

Muitas pessoas que se questionam sobre bipolaridade estão, na verdade, lidando com outras questões emocionais, como:

  • Ansiedade e preocupação constante;

  • Estresse crônico ou sobrecarga;

  • Dificuldades afetivas, de relacionamento, financeiras, etc.

  • Baixa autoestima; 

  • Estresse no trabalho ou nos estudos; 

  • Sensibilidade emocional elevada;

  • Padrões aprendidos ao longo da vida;

  • Dificuldade em regular emoções.

Essas experiências podem gerar oscilações reais — e intensas —, mas não necessariamente configuram um transtorno do humor.

O risco do autodiagnóstico

Com a popularização de conteúdos sobre saúde mental, especialmente nas redes sociais, termos como “bipolaridade” passaram a ser usados de forma simplificada.

O problema é que isso pode levar a:

  • Identificações equivocadas;

  • Ansiedade desnecessária;

  • Ou até negligência de outras questões importantes.

O diagnóstico, segundo DSM-5 e CID-11, exige avaliação clínica criteriosa, considerando histórico, contexto e padrão dos sintomas.

Quando procurar ajuda?

Vale buscar apoio profissional quando:

  • As oscilações são frequentes ou intensas;

  • Existe sensação de perda de controle emocional;

  • Há prejuízo em relacionamentos ou no trabalho;

  • O sofrimento psíquico está presente;

  • Ou simplesmente existe dúvida e necessidade de entender melhor o que está acontecendo.

Mais importante do que o rótulo é a compreensão

A psicoterapia não parte da pressa de rotular, mas do interesse em compreender.

Oscilações de humor podem ser um sinal — não necessariamente de um transtorno —, mas de que algo precisa ser olhado com mais atenção: sua história, suas relações, suas formas de lidar com frustrações, perdas e expectativas.

Perguntar “será que sou bipolar?” pode ser apenas o começo de uma pergunta mais profunda:

“O que estou sentindo — e o que isso diz sobre mim?”

Conteúdo informativo desenvolvido pela 

CRP-SP 06-121677

sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.

Trata-se apenas de um convite à reflexão



 Se este tema faz sentido pra você saiba como a psicóloga poderia ajudar na compreensão

Na psicoterapia, o trabalho é organizado  para possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do paciente e acabam por afetar relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional

Também envolve a análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos.

São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações

Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados dentro do enquadre clínico, assim como questões relacionadas a posicionamento pessoal e clareza interna.



 

 


 
 

Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga SP - Maristela Vallim BotariCRP-SP 06-121677sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.Trata-se apenas de um convite à reflexão

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