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❖ O Psicólogo na prevenção do Suicídio

  • Foto do escritor: Psicóloga sp,  Maristela Vallim Botari  CRP 06121677
    Psicóloga sp, Maristela Vallim Botari CRP 06121677
  • 8 de nov. de 2020
  • 8 min de leitura

Indicações de lugares que irão acolher você na crise.

Lembre-se, pra tudo há um jeito, uma saída. 



  1. Em momentos de crise suicida:

BUSQUE ajuda em algum pronto-socorro (da rede Pública ou Particular). O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL!! (eles sabem o que fazer nestes casos. Confie e vá!).A equipe do pronto atendimento tem um protocolo para lidar com estas situações, e vai te ACOLHER

A melhor ajuda que uma pessoa nesta situação pode receber é a do CVV.

  1. CVV (Como Vai você?) Serviço de prevenção ao suicídio

Clique no link abaixo  https://www.cvv.org.br/  Ligações por meio do tel. 188.


Eles são maravilhosos! escutam, acolhem, orientam, encaminham….enfim, fazem um verdadeiro trabalho humanizado.

Outros Locais que atendem emergências e atuam na prevenção do suicídio


Leia as Dicas do Dr. Dráuzio Varella, que podem ajudar muito nestas horas.

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  1. Criar um plano de ajuda, com o que fazer e para quem ligar quando você se sentir em crise; 

  2. Tentar descansar, comer e não abusar de álcool ou drogas – as coisas sempre parecem muito piores quando estamos com fome, cansados e com a consciência alterada.

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Texto extraído de NOTA TÉCNICA CRP-09 002/2019

No CEPP está normatizado ser dever da(o) psicóloga(o) estabelecer acordos de prestação de serviços que respeitem os direitos do usuário ou beneficiário de serviços de Psicologia. 

Algumas(uns) psicólogas(os) optam por realizar apenas um acordo verbal com o paciente/cliente. 

Outras(os) decidem por formalizar o acordo verbal por meio de um contrato de prestação de serviço por escrito, identificando os direitos e os deveres de cada parte no contrato, ou seja, tanto da(o) psicóloga(o) quanto da(o) paciente/usuária(a). 

Assim, cada psicóloga(o) tem autonomia para decidir de que forma será realizado o acordo de prestação de serviço, bem como quais pontos serão abordados e pactuados. 

Tendo em vista a possibilidade de que um paciente inicialmente não apresente sinais ou sintomas que indiquem risco de suicídio e, posteriormente, venha a revelar e/ou demonstrar se tratar de uma pessoa que apresenta possível risco de suicídio, na ocasião do acordo/contrato de prestação de serviço de Psicologia é recomendada a obtenção de alguns dados que possam ser utilizados em caso de urgência/crise suicida. 

Para além do contrato de prestação de serviços, nos casos em que for avaliado o risco de suicídio, orienta-se que há a possibilidade de realização do contrato terapêutico, no qual alguns aspectos devem ser observados conforme destaca-se abaixo.


Segundo Fukumitsu (2014), o trabalho de prevenção do suicídio deve ser realizado em parceria com a família e outros profissionais envolvidos, tais como da área de Psiquiatria, Enfermagem, Fisioterapia, Serviço Social, etc. 


Neste sentido, a autora destaca a importância de que no contrato terapêutico seja informado ao paciente que o sigilo profissional será mantido desde que não haja risco de morte.

 Ressalta a importância, também, do repasse do nome e telefone de duas pessoas de confiança do paciente (familiar e/ou amigo) para integrarem a rede apoio ao trabalho da(o) psicóloga(o). Assim, em caso de crise, a(o) psicóloga(o) poderá contactar as pessoas indicadas no contrato terapêutico. 

Por questões de segurança, recomenda-se que a(o) psicóloga(o) teste os números fornecidos, ligando para conferir a funcionalidade dos mesmos, para que em caso de necessidade os números, de fato, possibilitem o acesso às pessoas que poderão auxiliar na prevenção ao suicídio.

Botega (2015) considera a crise suicida como uma condição clínica muito grave, desta forma a segurança do paciente toma precedência sobre a confidencialidade. 

Assim, pondera ser desejável a obtenção da anuência do paciente para a comunicação da situação para um familiar ou uma pessoa que lhe seja significativa. 

Contudo, ressalta que, mesmo que o paciente não concorde, o contato com um familiar ou responsável para falar sobre o risco de suicídio é mandatório, tendo em vista o objetivo de criar uma rede de proteção da qual participam pessoas próximas ao paciente.

Trecho extraído do

SUICIDIO – FATO E FICÇÃO FICÇÃO FATO 1. Pessoas que ficam ameaçando suicídio não se matam. 1. A maioria das pessoas que se matam deram avisos de sua intenção. 2. Quem quer se matar, se mata mesmo. 2. A maioria dos que pensam em se matar, têm sentimentos ambivalentes. 3. Suicídios ocorrem sem avisos. 3. Suicidas freqüentemente dão ampla indicação de sua intenção. 4. Melhora após a crise significa que o risco de suicídio acabou. 4. Muitos suicídios ocorrem num período de melhora, quando a pessoa tem a energia e a vontade de transformar pensamentos desesperados em ação auto-destrutiva. 5. Nem todos os suicídios podem ser prevenidos. 5. Verdade, mas a maioria pode-se prevenir. 6. Uma vez suicida, sempre suicida. 6. Pensamentos suicidas podem retornar, mas eles não são permanentes e em algumas pessoas eles podem nunca mais retornar. 

16 COMO IDENTIFICAR UMA PESSOA SOB RISCO DE SUICÍDIO Sinais para procurar na história de vida e no comportamento das pessoas: 1. Comportamento retraído, inabilidade para se relacionar com a família e amigos 2. Doença psiquiátrica 3. Alcoolismo 4. Ansiedade ou pânico 5. Mudança na personalidade, irritabilidade, pessimismo, depressão ou apatia 6. Mudança no hábito alimentar e de sono 7. Tentativa de suicídio anterior 8. Odiar-se, sentimento de culpa, de se sentir sem valor ou com vergonha 9. Uma perda recente importante – morte, divórcio, separação, etc. 10. História familiar de suicídio 11. Desejo súbito de concluir os afazeres pessoais, organizar documentos, escrever um testamento, etc. 12. Sentimentos de solidão, impotência, desesperança. 13. Cartas de despedida 14. Doença física 15. Menção repetida de morte ou suicídio COMO ABORDAR O PACIENTE Quando a equipe de saúde primária suspeita que exista a possibilidade de um comportamento suicida, os seguintes aspectos necessitam ser avaliados: • Estado mental atual e pensamentos sobre morte e suicídio; • Plano suicida atual – quão preparada a pessoa está, e quão cedo o ato está para ser realizado; • Sistema de apoio social da pessoa (família, amigos, etc.). 17 A melhor maneira de descobrir se uma pessoa tem pensamentos de suicídio é perguntar para ela. Ao contrário da crença popular, falar a respeito de suicídio não coloca a idéia na cabeça das pessoas. De fato, elas ficarão muito agradecidas e aliviadas de poder falar abertamente sobre os assuntos e questões com as quais estão se debatendo. Como perguntar? Não é fácil perguntar para uma pessoa sobre sua ideação suicida. Ajuda se você chegar no tópico gradualmente. Algumas questões úteis são: • Você se sente triste? • Você sente que ninguém se preocupa com você? • Você sente que a vida não vale mais a pena ser vivida? • Você sente como se estivesse cometendo suicídio? Quando perguntar? • Quando a pessoa tem o sentimento de estar sendo compreendida; • Quando a pessoa está confortável falando sobre seus sentimentos; • Quando a pessoa está falando sobre sentimentos negativos de solidão, desamparo, etc. O que perguntar? 1. Descobrir se a pessoa tem um plano definido para cometer suicídio: • Você fez algum plano para acabar com sua vida? • Você tem uma idéia de como você vai fazê-lo? 2. Descobrir se a pessoa tem os meios para se matar: • Você tem pílulas, uma arma, inseticida, ou outros meios? • Os meios são facilmente disponíveis para você? 3. Descobrir se a pessoa fixou uma data: • Você decidiu quando você planeja acabar com sua vida? • Quando você está planejando fazê-lo? 18 Todas estas questões precisam ser perguntadas com cuidado, preocupação e compaixão COMO LIDAR COM O PACIENTE BAIXO RISCO A pessoa teve alguns pensamentos suicidas, como “Eu não consigo continuar”, “Eu gostaria de estar morto”, mas não fez nenhum plano. Ação Necessária • Oferecer apoio emocional. • Trabalhar sobre os sentimentos suicidas. Quanto mais abertamente a pessoa fala sobre perda, isolamento e desvalorização, menos turbulentas suas emoções se tornam. Quando a turbulência emocional cede, a pessoa pode se tornar reflexiva. Este processo de reflexão é crucial, ninguém senão o indivíduo pode revogar a decisão de morrer e tomar a decisão de viver. • Focalize na força positiva da pessoa, fazendo-a falar como problemas anteriores foram resolvidos sem recorrer ao suicídio. • Encaminhe a pessoa para um profissional de saúde mental ou a um médico. • Encontre-a em intervalos regulares e mantenha contato externo. MÉDIO RISCO A pessoa tem pensamentos e planos, mas não tem planos de cometer suicídio imediatamente. 19 Ação Necessária • Ofereça apoio emocional, trabalhe com os sentimentos suicidas da pessoa e focalize em forças positivas. Em adição, continue com os passos abaixo. • Focalize os sentimentos de ambivalência. O profissional da saúde deve focalizar na ambivalência sentida pela pessoa suicida, entre viver e morrer, até que gradualmente o desejo de viver se fortaleça. • Explore alternativas ao suicídio. O profissional da saúde deve tentar explorar as várias alternativas ao suicídio, até aquelas que podem não ser soluções ideais, na esperança de que a pessoa vá considerar ao menos uma delas. • Faça um contrato. Extraia uma promessa do individuo suicida de que ele ou ela não vai cometer suicídio • Sem que se comunique com a equipe de saúde; • Por um período especifico. • Encaminhe a pessoa a um psiquiatra, ou médico, e marque uma consulta o mais breve possível. • Entre em contato com a família, amigos e colegas, e reforce seu apoio. ALTO RISCO A pessoa tem um plano definido, tem os meios para fazê-lo, e planeja fazê-lo imediatamente. Ação Necessária • Estar junto da pessoa. Nunca deixá-la sozinha. • Gentilmente falar com a pessoa e remover as pílulas, faca, arma, inseticida, etc. (distância dos meios de cometer suicídio). • Fazer um contrato. • Entrar em contato com um profissional da saúde mental ou médico imediatamente e providenciar uma ambulância e hospitalização. • Informar a família e reafirmar seu apoio. 20 ENCAMINHANDO O PACIENTE COM RISCO DE SUICÍDIO Quando encaminhar Quando a pessoa tem: • Doença psiquiátrica; • Uma história de tentativa de suicídio anterior; • Uma história familiar de suicídio, alcoolismo ou doença mental; • Doença física; • Nenhum apoio social. Como encaminhar: • O trabalhador da saúde primária deve ter tempo para explicar à pessoa a razão do encaminhamento. • Marcar a consulta. • Esclareça à pessoa que o encaminhamento não significa que o profissional da saúde está lavando as mãos em relação ao problema. • Veja a pessoa depois da consulta. • Mantenha contato periódico. RECURSOS DA COMUNIDADE As fontes de apoio usualmente disponíveis são: • Família; • Amigos; • Colegas; • Clérigo; • Centros de crise; • Profissionais de saúde. 21 Como obter estes recursos? • Tente conseguir permissão do paciente para recrutar quem possa ajudá-la, e depois entre em contato com essas pessoas. • Mesmo que a permissão não seja dada, tente localizar alguém que seria particularmente compreensivo com o paciente. • Fale com o paciente e explique que algumas vezes é mais fácil falar com um estranho do que com uma pessoa amada, para que ele ou ela não se sinta negligenciado ou ferido. • Fale com as pessoas de apoio sem acusá-las ou fazê-las sentirem-se culpadas. • Assegure novamente seu apoio nas ações que serão tomadas. • Fique atento, também, às necessidades dos que sepropuseram a ajudar. 


O QUE FAZER E O QUE NÃO FAZER 

O que fazer • Ouvir, mostrar empatia, e ficar calmo; • Ser afetuoso e dar apoio; • Leve a situação a sério e verifique o grau de risco; • Pergunte sobre tentativas anteriores; • Explore as outras saídas, além do suicídio; • Pergunte sobre o plano de suicídio; • Ganhe tempo – faça um contrato; • Identifique outros formas de dar apoio emocional; • Remova os meios, se possível; • Tome atitudes, conte a outros, consiga ajuda; • Se o risco é grande, fique com a pessoa.


O que não fazer• Ignorar a situação; • Ficar chocado ou envergonhado e em pânico; • Falar que tudo vai ficar bem; • Desafiar a pessoa a continuar em frente; • Fazer o problema parecer trivial; • Dar falsas garantias; • Jurar segredo; • Deixar a pessoa sozinha.




 
 

Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga SP - Maristela Vallim BotariCRP-SP 06-121677sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.Trata-se apenas de um convite à reflexão

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