Pessoas que amam demais
- Psicóloga sp, Maristela Vallim Botari CRP 06121677

- 11 de ago.
- 3 min de leitura
Pessoas que amam demais
As pessoas que amam demais são aquelas que não medem esforços para agradar seu parceiro afetivo, vivendo as vezes em regime de "escravidão afetiva", em relações marcadas por dependência em relação ao seu parceiro afetivo.
A neurociência afirma que o amor nasce da paixão, um conjunto de manifestações químicas que provoca bem-estar físico e emocional. Freud, por sua vez, descrevia o amor como uma pulsão de vida, ou seja, a canalização da libido em um objeto afetivo.
Algumas pessoas não percebem que estão vivenciando uma relação desigual, e sentem-se felizes por satisfazer os anseios da pessoa amada. Pode-se citar como exemplo, as pessoas que se endividam para pagar as contas da pessoa amada, sem receber nem mesmo um agradecimento em troca.
Outras até percebem que o relacionamento é desigual, porém não conseguem sair sozinhas desta relação, pois temem a solidão e o abandono.
E outra categoria de pessoas que amam demais, sabe que o relacionamento é abusivo, mas teme as consequências do rompimento; são aquelas que se relacionam com pessoas psicóticas, capazes de cometer atos de violência. E mesmo assim, sentem pena do agressor ou nutrem esperança que ele algum dia mude.
Encontramos em nossa cultura muitos elementos que induzem os indivíduos a acreditarem que "amar é servir", ou que é possível "fazer qualquer coisa por amor", como sugerem algumas músicas (tente se lembrar de alguma, certamente você conseguirá).
Só, que não....
Amar é um ato de troca, não de submissão.
Mulheres que amam demais
De acordo com o site MADA Paulistana (Mulheres que amam demais), existem alguns critérios que podem ajudar a definir se a mulher pode ser considerada uma "mulher que ama demais".
Os critérios foram muito bem escolhidos, e valem também para os homens. São eles:
Amar demais não é paixão, nem cuidado. É um investimento emocional desequilibrado, onde você dá mais do que recebe. Alguns sinais comuns:
Obsessão pelo parceiro ou parceira;
Negligência de suas próprias necessidades;
Ciúme exagerado e vigilância constante;
Romper vínculos familiares ou amizades por causa da relação;
Justificar comportamentos abusivos ou agressivos;
Mudanças radicais de vida só para agradar o outro;
Sofrimento físico ou psicológico devido ao estresse da relação.
Como identificar padrões prejudiciais
Se você se reconhece em comportamentos como:
Gastar tempo e dinheiro excessivos para agradar;
Ignorar sinais de desinteresse;
Sentir culpa ou medo de ficar sozinho;
Aceitar submissão ou abuso emocional;
Naturalmente isto é uma aproximação. Existem outros tantos comportamentos que poderiam ser listados aqui.
As relações afetivas devem ser vivenciadas de modo a promover a saúde e o bem estar dos envolvidos. Certamente, motivos de estresse e desentendimentos permearão as relações, mas isto é esperado.
O que não é saudável é vivenciar uma relação onde o seu investimento afetivo é muito superior ao que recebe.
Pense nisso!
Obrigada pela leitura. Agradeço pela leitura e espero que o texto tenha sido útil para esclarecer suas dúvidas. Leia outros artigos neste Blog da PsicólogaTexto produzido pela:
Maristela Vallim Botari
Psicóloga Clínica – CRP/SP 06-121677
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