Perguntas que a Psicóloga faz na primeira consulta
- Psicóloga sp, Maristela Vallim Botari CRP 06121677

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Perguntas que a Psicóloga faz na primeira consulta
Por - Psicóloga Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677
Muitas pessoas evitam procurar psicologos com receio de enfrentar perguntas invasivas ou de serem pressionadas a falar sobre temas dolorosos logo de início.
Lembre-se que o processo é pautado pelo seu tempo e pelo respeito à sua singularidade.
A Ausência de Julgamento
Um dos maiores medo do paciente novato é ser julgado.
No entanto, o consultório é o um lugar onde o juízo de valor não entra.
O papel da psicologia clínica é compreender a funcionalidade dos seus comportamentos e sentimentos, e não classificá-los como "certos" ou "errados".
Primeira Sessão: O que perguntamos?
As perguntas iniciais servem para começar a compreender como vai sua saúde emocional.
Elas são genéricas, não são fixas (variam de acordo com o paciente e as demandas apresentadas) e só evoluem se você permitir.
Naturalmente, estas perguntam variam muito, de pessoa para pessoa, em diferentes contextos, etc. Não é (de jeito nenhum!) um roteiro fechado.
Eu entendo que a fala do paciente é mais importante que perguntas.
Quando o paciente quer apenas desabafar, é comum que eu não faça perguntas e deixe o discurso fluir, porque entendo que isso é mais importante do que perguntas estruturadas.
Mas, quando percebo que o paciente não está à vontade para falar, então posso recorrer às perguntas, mas sempre incentivando a fala livre.
O que a psicóloga costuma perguntar?
As perguntas a seguir são apenas uma “vaga ideia” de perguntas feitas por mim, quando forem adequadas, pertinentes e servirem para ajudar as pessoas.
A Pergunta Principal: Por que você decidiu buscar ajuda agora, neste exato momento da sua vida? "Quais desafios você enfrenta hoje (ansiedade, estresse, luto)?"
"Como esses problemas afetam sua rotina e relacionamentos?"
"Há quanto tempo você percebe esses sintomas?"
Histórico Terapêutico: Você já fez terapia antes? O que funcionou e o que não funcionou?
Mapeamento de Sintomas: Investigamos reações físicas (taquicardia, insônia), cognitivas (falta de foco) e emocionais (apatia, ansiedade).
Suporte Farmacológico: Uso de medicações ansiolíticas ou antidepressivas para alinhamento com psiquiatria, se necessário.
"Quais são seus principais objetivos com a terapia?"
O que você PODE e NÃO PODE falar?
A resposta curta é: você pode falar tudo. A sessão é o seu espaço de liberdade total. Você pode usar gírias, chorar, ficar em silêncio ou até usar palavrões para expressar uma indignação. O silêncio, inclusive, é respeitado como uma forma de comunicação.
O que não é necessário? Pedir desculpas por sentir. Você não precisa se desculpar por chorar ou por ser sincero. Essas reações são a matéria-prima da terapia.
Confidencialidade e Segurança
Tudo o que é dito em sessão é protegido pelo sigilo profissional. Esse pacto de confiança é o que permite que você fale o que achar necessário, sabendo que nada poderá ser compartilhado (exceto em contextos muitos específicos, ou que envolvem riscos.





















