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Ansiedade: conheça os gatilhos emocionais que a desencadeiam

  • Writer: Psicóloga sp,  Maristela V. Botari
    Psicóloga sp, Maristela V. Botari
  • Jul 16, 2025
  • 3 min read

Updated: Feb 9

Ansiedade: conhecendo seus gatilhos

De algum modo, todos nós sofremos com algum nível de ansiedade, que é considerada normal: são os desconfortos do dia a dia: contas a pagar; agenda apertada, lidar com pessoas estressadas, dificuldades na execução de algumas tarefas, etc.


Todos passamos por situações assim e depois de algum tempo, nosso estado emocional volta ao normal.


O que é ansiedade:

A ansiedade pode ser vista como sintoma psiquiátrico e/ou como reação emocional não patológica associada a diversos contextos de vida. Ela representa um sinal de alarme a determinado estímulo percebido pelo indivíduo como perigoso.


Em geral, é composta por uma combinação variável de sintomas físicos, pensamentos catastróficos e alterações de comportamento. A ansiedade pode ser compreendida como mecanismo evolutivo, isto é, uma ferramenta que nos ajuda a detectar o perigo e adotar as medidas necessárias para lidar com ele.


No entanto, esse recurso adaptativo muitas vezes encontra-se desregulado, causando sofrimento e prejuízo ao desempenho social e/ou profissional. 


No entanto, para algumas pessoas estes desconfortos vão além do natural.


Mesmo depois que algumas situações difíceis são resolvidas, o indivíduo prossegue sentindo a ansiedade.


Vou além: em alguns casos, a ansiedade é tamanha, que fica impossível conhecer quais são os gatilhos que a desencadearam.





São episódios desconfortáveis que geram ansiedade.

Na Terapia Cognitivo comportamental, nós vamos justamente buscar descobrir: quais são eles, como surgiram e como resolvê-los.


Compreendemos que a única forma de lidar com a ansiedade é desmontando o arcabouço de significado de alguns eventos estressores, em outras palavras: ressignificando algumas crenças e alguns pensamentos disfuncionais.


Como identificar estes gatilhos:


De acordo com Clark e Beck(2014), é preciso verificar seus níveis de ansiedade, ou seja o quanto ela está interferindo na sua vida, para Identificar seus pensamentos disfuncionais:

Identificação de Gatilhos e Pensamentos Disfuncionais

Pode-se compreender que a identificação de gatilhos é um processo fundamental dentro da clínica fundamentada na TCC - Terapia Cognitivo Comportamental. De acordo com Clark e Beck (2014), é preciso verificar seus níveis de ansiedade, ou seja, o quanto ela está interferindo na sua vida, para identificar seus pensamentos disfuncionais.


É possível completar esse raciocínio através dos seguintes passos estruturados:

  • Monitoramento de Emoções e Sensações: Pode-se iniciar observando as reações fisiológicas (taquicardia, sudorese, tensão muscular) que surgem diante de situações específicas. Esses sinais funcionam como alertas de que um gatilho foi acionado.


  • Registro de Pensamentos Automáticos: No momento da crise ou do desconforto, é possível anotar o que passou pela mente. Pensamentos disfuncionais costumam ser rápidos, involuntários e carregados de distorções, como o catastrofismo ou a generalização.


  • Análise do Contexto (O Gatilho): Pode-se investigar quais situações, lugares, pessoas ou até lembranças precederam o aumento da ansiedade. Identificar se o gatilho é externo (um evento) ou interno (uma sensação ou pensamento) auxilia na antecipação de novas crises.


  • Questionamento da Evidência: Uma vez identificado o pensamento, pode-se avaliar o quanto ele corresponde à realidade. Existe a possibilidade de testar a veracidade dessas ideias, buscando fatos que as comprovem ou as refutem, promovendo uma reestruturação cognitiva.



O papel da Psicóloga nesse processo é oferecer as ferramentas necessárias para que esse monitoramento se torne uma habilidade de autogestão, visando um Acolhimento humanizado e focado na autonomia do paciente.


Estes são alguns pontos iniciais que ajudam bastante a identificar os eventos estressores, os pensamentos disfuncionais, os erros cognitivos e as diversas situações que podem puxar os gatilhos emocionais que geram ansiedade.


Caso entenda que deve procurar ajuda da Psicóloga deixo aqui o link para agendamento de consulta Psicológica


Referências

VENCENDO A ANSIEDADE E A PREOCUPAÇÃO COM A TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL, DAVID A. CLARK ; AARON T. BECK, Artmed, 2014


Para saber mais:






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Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga SP - Maristela Vallim BotariCRP-SP 06-121677sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.Trata-se apenas de um convite à reflexão

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