As Crenças Centrais na TCC

As Crenças Centrais na TCC
Entenda os pilares que moldam sua percepção do mundo
De acordo com Aaron Beck, as crenças centrais referem-se a pensamentos profundos e enraizados que moldam a forma como uma pessoa percebe a si mesma, aos outros e ao mundo.
Essas convicções são frequentemente formadas na infância e ditam nossos pensamentos automáticos e emoções.
A Tríade do Sofrimento Emocional
Crenças de Desvalor
"Não tenho valor."
"Sou inaceitável ou incompetente."
"Sou um fracasso ou falho."
Crenças de Desamparo
"Sou vulnerável e fraco."
"Não consigo me proteger."
"Estou sozinho no mundo."
Crenças de Desamor
"Não mereço ser amado."
"Sou indesejável ou rejeitado."
"Ninguém gosta de mim."
Esses pensamentos não são apenas incômodos — são distorções cognitivas que se tornam hábitos mentais.
1. Evento ativador: Um e-mail, um olhar, um desafio.
2. Pensamento disfuncional: A distorção criada pela crença.
3. Reação emocional: Tristeza, ansiedade, culpa, raiva.
4. Comportamento: Isolamento, procrastinação, busca excessiva por validação.
5. Confirmação da crença: O isolamento vira “prova” de que é desamado.
A teoria cognitivo-comportamental (TCC), desde os trabalhos de Aaron Beck, postula que o pensamento opera em diferentes níveis.
As
crenças centrais
(ex.: "sou desamparado", "sou indesejável") constituem o nível mais fundamental e profundo, geralmente inconsciente e formado na infância.
Elas dão origem a
crenças intermediárias
ou "regras de vida" (ex.: "se eu não for perfeito, serei rejeitado") que, por sua vez, geram os
que emergem em situações específicas
.
Referências
BECK, J. S. Terapia cognitivo-comportamental: teoria e prática. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.
ECKER, B.; TICIC, R.; HULLEY, L. Unlocking the emotional brain: eliminating symptoms at their roots using memory reconsolidation. New York: Routledge, 2012.
SCHÜTZ, A. C. et al. Terapia do Esquema e suas contribuições para a prática clínica: uma revisão narrativa da literatura. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 3, p. 10142-10158, 2023 .
YOUNG, J. E.; KLOSKO, J. S.; WEISHAAR, M. E. Schema therapy: a practitioner's guide. New York: Guilford Press, 2003.
Como a psicóloga pode ajudar?
Na psicoterapia, o trabalho é organizado para possibilitar a identificação de padrões emocionais, de e padrões de pensamento que se repetem ao longo da história do paciente e acabam por afetarrelacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional.
A análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos, pode ser realizada. São examinadas as formas de interpretação das situações — frequentemente influenciadas por distorções cognitivas — e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados, assim como questões de posicionamento pessoal.
A sessão de é conduzida de maneira individualizada, considerando a singularidade de cada pessoa.
Psicóloga clínicaMaristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677
Com mais de 12 anos de experiência. A tcc com acolhimento humanizado pode ser integrada para auxiliar na compreensão da singularidade de cada história.
◈ Especialidades
Valor: R$ 89,00 (1ª sessão de terapia) - R$ 119,00 (recorrentes) Fev/26 Sessões de 50 minutos. consulte a tabela atualizada
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Terapia na Avenida Paulista, SP
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Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga SP Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677
Este material possui caráter reflexivo e não substitui a consulta psicológica, nem tem a pretensão de esgotar os assuntos. Leia outros artigos no Blog da Psicóloga
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