Psicóloga orienta: Como lidar com comportamentos abusivos

Ouvimos falar muito sobre comportamentos abusivos, mas afinal, quando um comportamento pode ser considerado abusivo?
Este artigo não tem a pretensão de esgotar o tema, mas sim abrir o leque das reflexões.
Trata-se de um assunto complexo, que envolve diferentes contextos, intensidades e formas de manifestação nas relações interpessoais.
CRP-SP 06-121677
Índice
De acordo com o Dicionário Michaelis, abuso é definido como “uso excessivo, indevido ou injusto de algo” ou ainda como “ato de exceder limites”.
Já o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa descreve abuso como “uso mau, excessivo ou injusto” e também como “ato que ultrapassa os limites do respeito, da lei ou da moral”.
Em ambas as definições aparecem elementos importantes para reflexão:
Quando trazemos essa compreensão para o campo das relações humanas, pode-se considerar abusivo o comportamento que ultrapassa limites pessoais, desrespeita a autonomia do outro ou impõe sofrimento de maneira recorrente.
Nem todo conflito ou divergência caracteriza abuso. Relações envolvem diferenças, frustrações e negociações.
A questão central costuma estar na repetição de atitudes que desconsideram o outro como sujeito de direitos, sentimentos e escolhas.
1) O que pode ser considerado comportamento abusivo
Um comportamento pode ser considerado abusivo quando há desequilíbrio de poder, tentativa de controle excessivo, desqualificação constante ou desrespeito aos limites emocionais, físicos ou psicológicos do outro.
Entre os sinais que podem indicar comportamento abusivo estão: manipulação emocional, imposição de decisões, ameaças veladas ou explícitas, críticas constantes que atingem a autoestima e a invalidação de sentimentos.
É importante observar o contexto, a frequência e o impacto dessas atitudes na vida da pessoa envolvida.
2) Exemplos genéricos: trabalho, amor e família
No trabalho
No ambiente profissional, comportamentos abusivos podem se manifestar por meio de humilhações públicas, cobranças desproporcionais, metas impossíveis, isolamento do funcionário ou desqualificação constante de suas competências. Também podem ocorrer situações em que há uso de medo ou ameaça de demissão como forma de controle.
Nos relacionamentos amorosos
Em relações afetivas, o abuso pode aparecer como controle excessivo, tentativas de afastamento de amigos e familiares ou chantagens emocionais. Há casos em que a pessoa invalida sentimentos, ridiculariza opiniões ou utiliza culpa como ferramenta de manipulação.
No contexto familiar
Na família, comportamentos abusivos podem surgir por meio de críticas recorrentes, comparações humilhantes, imposição de escolhas sem diálogo ou desrespeito à individualidade. Em algumas situações, pode haver uso de dependência financeira ou emocional para manter controle sobre decisões pessoais.
3) Como isso pode afetar a saúde mental
A exposição contínua a comportamentos abusivos pode gerar impactos significativos na saúde mental. Entre as possíveis consequências estão a redução da autoestima, aumento da ansiedade, sentimentos de culpa excessiva e dificuldade em confiar nas próprias percepções.
Com o tempo, a pessoa pode desenvolver insegurança, medo de se posicionar e dificuldade em estabelecer limites. Em alguns casos, pode haver sintomas depressivos, estresse crônico e desgaste emocional significativo.
Psicóloga orienta: Como lidar com comportamentos abusivos
É importante entender que, quando um comportamento abusivo é direcionado a você, muitas vezes ele fala mais sobre as questões internas de quem o pratica do que sobre você.
Na maioria das vezes, não há muito o que se possa fazer para mudar o outro. As pessoas
No entanto, é possível investir no próprio fortalecimento: desenvolver limites, ampliar a assertividade e cuidar da saúde emocional.
Fortalecer a si mesmo pode incluir aprender a perceber logo no começo os sinais de desrespeito, parar de arrumar desculpas automáticas para o comportamento do outro e conseguir sustentar um “não” mesmo quando surgem culpa, pressão ou intimidação.
Também envolve saber diferenciar quando vale a pena conversar e confrontar de forma clara, quando é possível negociar limites e quando, apesar de todas as tentativas, talvez seja mais saudável simplesmente abandonar o barco e seguir adiante.
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Como a psicóloga pode ajudar?
Na psicoterapia, o trabalho é organizado para possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do paciente e acabam por afetar relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional.
A análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos, pode ser realizada. São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados, assim como questões de posicionamento pessoal.
A sessão de terapia é conduzida de maneira individualizada, considerando a singularidade de cada pessoa.

Psicóloga Sp Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677
Psicóloga clínica com mais de 12 anos de experiência. A tcc com acolhimento humanizado pode ser integrada para auxiliar na compreensão da singularidade de cada história.
◈ Especialidades
Valor: R$ 89,00 (1ª sessão) - R$ 119,00 (recorrentes) Fev/26 Sessões de 50 minutos. consulte a tabela atualizada
Localização e Contato
Terapia na Avenida Paulista, SP
Av. Paulista, 2001 – Cj 1911 – 19º andar.
Whatsapp: (11) 95091-1931
Conteúdo informativo desenvolvido pela
Psicóloga SP Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677
Este material possui caráter reflexivo e não substitui a consulta psicológica, nem tem a pretensão de esgotar os assuntos. Leia outros artigos no Blog da Psicóloga
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