Psicóloga comenta: fatores que podem influenciar sua Autoestima
- Psicóloga sp, Maristela Vallim Botari CRP 06121677

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A Psicóloga SP explica como a autoestima se constrói na prática — não a partir de elogios isolados, mas de consciência, posicionamento e relação interna consigo mesmo, a partir da releitura de diversos teóricos da Psicologia.
Índice do conteúdo
O que é autoestima?
Autoestima: o que é e como compreender esse conceito na psicologia
A autoestima é um conceito amplamente utilizado no senso comum, muitas vezes associado à vaidade, à aparência ou ao sucesso material. Embora essa interpretação não esteja completamente equivocada, ela é limitada. A experiência humana não pode ser reduzida apenas a critérios de beleza, status ou condição financeira.
Autoestima envolve algo mais amplo. Ela se relaciona com a maneira como cada pessoa se percebe no mundo e com o grau de satisfação que experimenta em relação a si mesma. Trata-se de uma forma de olhar para a própria trajetória, reconhecer características pessoais e desenvolver uma relação relativamente estável consigo.
A autoestima não é fixa — ela oscila, amadurece e pode ser desenvolvida ao longo do tempo.
A Autoestima na Psicologia
A definição clássica de autoestima de é uma das mais citadas na literatura psicológica popular e aplicada. Ele descreve a autoestima como composta por dois elementos centrais:
Uma formulação bastante conhecida do autor é:
"Autoestima é a disposição para experimentar a si mesmo como competente para lidar com os desafios básicos da vida e como merecedor de felicidade."
Segundo Branden (1995), a autoestima envolve dois aspectos principais:
1. Sentimento de competência pessoal Refere-se à confiança de que somos capazes de compreender situações, tomar decisões e enfrentar desafios cotidianos.
2. Sentimento de valor pessoal Relaciona-se à percepção de que somos dignos de respeito, cuidado e felicidade.
Componentes psicológicos da autoestima
Senso de valor pessoal
Percepção de competência
Reconhecimento de qualidades e limitações
Capacidade de lidar com erros e frustrações
Forma de interpretar conquistas e dificuldades
Existem diversas teorias psicológicas que abordam a questão da autoestima. Algumas das mais relevantes são:
Teoria da Hierarquia de Necessidades de de acordo com Maslow, a autoestima é uma necessidade básica do ser humano, que está presente na segunda camada de sua hierarquia de necessidades.
Teoria do Eu Real e Ideal de Rogers: de acordo com Rogers, a autoestima é influenciada pela distância entre o eu real (como a pessoa se percebe no presente) e o eu ideal (como a pessoa gostaria de ser).
Teoria da Identidade de Erikson: Erikson acredita que a autoestima é construída na fase da adolescência, como resultado da resolução da crise de identidade.
Teoria do Desenvolvimento Moral de Kohlberg: Kohlberg acredita que a autoestima está ligada ao desenvolvimento moral, e que os indivíduos que têm um senso de moralidade mais avançado tendem a ter uma autoestima mais elevada.
Teoria da Autoeficácia de Bandura: de acordo com Bandura, a autoestima está ligada à autoeficácia, que se refere à crença do indivíduo em sua capacidade de realizar uma tarefa.
Aparência não define autoestima
É comum associar autoestima a aparência, desempenho ou sucesso social. No entanto, esses aspectos representam apenas uma parte da experiência humana e não são suficientes para definir a relação que alguém estabelece consigo mesmo.
A autoestima como processo psicológico
A autoestima não é uma característica fixa ou permanente. Ela pode variar ao longo da vida conforme novas experiências são incorporadas e reinterpretadas.
Por isso, muitos estudos tratam a autoestima como um processo dinâmico, que se desenvolve e se transforma ao longo do tempo.
Referências
Branden, Nathaniel. Os seis pilares da autoestima. São Paulo: Saraiva, 1995.
DINI, Gal Moreira; RODRIGUES, Mariana; FERRIRA, Lidia Masako.
Adaptação Cultural e validação da versão Brasileira da escala de autoestima de Rosemberg.
São Paulo.
Revista Soc. Bras. Cirurgia Plástica
V. 19; N1, p. 41-52, jan/abr 2004
Rosenberg, M. . Princeton: Princeton University Press, 1965.
Dini, G. M.; Rodrigues, M.; Ferreira, L. M. Adaptação cultural e validação da versão brasileira da Escala de Autoestima de Rosenberg. , 2004.
Orth, U.; Robins, R. W. The development of self-esteem. , 2014.






































