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Quando denunciar um Psicólogo?

Foto do escritor: Psicóloga sp,  Maristela Vallim Botari  CRP 06121677
Psicóloga sp, Maristela Vallim Botari CRP 06121677
11 de ago.
2 min de leitura

Quando denunciar um psicólogo?

Antes de tudo, é fundamental compreender que denúncias exigem comprovação documental consistente. Acusações sem provas podem ser caracterizadas como calúnia ou difamação, o que pode gerar consequências legais sérias para quem as realiza.

Por isso, é essencial agir com cautela e responsabilidade.

Nesse sentido, é importante destacar que nem toda insatisfação com o atendimento psicológico configura uma falta ética.

Diferenças de abordagem, dificuldades no vínculo terapêutico, sensação de não estar sendo compreendido ou até mesmo frustração com o processo fazem parte, muitas vezes, da própria complexidade da psicoterapia. Nesses casos, a alternativa mais adequada costuma ser a troca de profissional, e não a denúncia.

A recomendação é, sempre que possível, buscar o diálogo. Conversar com o psicólogo pode esclarecer mal-entendidos e permitir ajustes no processo terapêutico, evitando interpretações precipitadas.

Além disso, é essencial diferenciar erro ou desconforto clínico de uma conduta ética inadequada. A denúncia deve ser considerada apenas em situações graves, com indícios claros e devidamente comprovados de violação ética — como quebra de sigilo, discriminação ou outras infrações ao código profissional.

Entre osque podem justificar uma denúncia, destacam-se:

Quebra de sigilo profissional

O sigilo é um dos pilares da prática psicológica. O psicólogo não pode divulgar informações do paciente sem autorização, salvo em situações específicas previstas em lei. A exposição indevida de conteúdos da terapia é considerada uma infração ética grave.

Discriminação

Qualquer forma de discriminação — seja por raça, gênero, orientação sexual, religião, condição social ou qualquer outra característica — é incompatível com a prática profissional e pode motivar denúncia.

Assédio ou conduta inadequada

Comportamentos invasivos, constrangedores ou de cunho sexual configuram uma violação grave da ética. A relação terapêutica exige limites claros e respeito absoluto.

Exercício irregular ou antiético da profissão

Isso inclui situações como:

  • Atuar fora dos limites da própria competência

  • Utilizar técnicas sem respaldo científico adequado

  • Prometer resultados ou “curas”

  • Fazer uso indevido da relação profissional para benefício próprio

 
 

Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga SP - Maristela Vallim BotariCRP-SP 06-121677sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.Trata-se apenas de um convite à reflexão

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