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O término de Relacionamento amoroso - desafios de superação

  • Foto do escritor: Psicóloga sp,  Maristela Vallim Botari  CRP 06121677
    Psicóloga sp, Maristela Vallim Botari CRP 06121677
  • 11 de ago.
  • 4 min de leitura

O término de Relacionamento amoroso - desafios de superação

O término de Relacionamento amoroso - desafios de superação


O cérebro humano apresenta mecanismos biológicos sofisticados para a formação de vínculos, mas enfrenta desafios severos diante da perda de uma relação preciosa. O rompimento de vínculos afetivos pode provocar um sofrimento comparável ao Luto, manifestando sintomas físicos como insônia, palpitações e taquicardia, comuns em situações de rejeição.

A Dinâmica Hormonal e o Apego

A dor de uma ruptura tem raízes nas funções cerebrais e no sistema endócrino. O amor é articulado por hormônios que favorecem a formação do vínculo e do apego: a vasopressina e a ocitocina.

Somado a isso, a dopamina atua no sistema de recompensa, gerando bem-estar ao contato com a pessoa desejada. Com a evolução do relacionamento, essa "tempestade hormonal" tende a ser substituída pelas endorfinas, proporcionando uma sensação de estabilidade. No entanto, em casos de paixão intensa, o cérebro pode operar de forma análoga ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), resultando em pensamentos intrusivos e declínio do senso crítico.

O Paradoxo da Ruptura

Segundo Fisher (2004), após um rompimento, o cérebro pode elevar a produção de ocitocina e vasopressina, levando o indivíduo a buscar o objeto de amor perdido. Esse é o grande desafio: como processar o distanciamento quando o organismo produz substâncias que favorecem a união?

Walter Riso destaca que superar esse "vício psicológico" exige lutar contra o impulso biológico, priorizando a autoeficácia e o Autoconhecimento. Trata-se de um processo de libertação que ocorre mesmo enquanto o sentimento ainda persiste.

De acordo com Walter Riso:

Primeiro deve aprender a superar os medos que se escondem por trás do apego irracional, melhorar a autoeficácia, levantar a autoestima e o autorespeito, desenvolver estratégias para a resolução de problemas e para ter maior autocontrole. E tudo isso você deverá fazer sem deixar de sentir o que sente por ele. Por isso é tão difícil. Repito, o viciado deve deixar de consumir, mesmo que seu organismo não queira fazê-lo. Deve lutar contra o impulso porque sabe que não lhe convém. Mas enquanto luta e persevera, o apetite está ali, quieto e pungente, flutuando em seu ser e disposto a atacar. Não se pode chegar agora ao desamor, isso chegará depois. Além disso, quando começar a ficar independente, descobrirá que aquele sentimento não era amor, mas uma forma de vício psicológico. Não há outro caminho, deve se libertar dele sentindo que o ama, mas que ele não lhe convém. (Riso, p. 33)


As Fases do Rompimento segundo Helen Fisher

Fisher (2004) categoriza o processo de separação em duas fases distintas:

1. Protesto

Nesta fase, o aumento de dopamina e noradrenalina gera motivação para buscar a recompensa perdida. O indivíduo pode emitir comportamentos de busca intensa, como aumento no envio de mensagens ou tentativas forçadas de encontro. É uma reação de Ansiedade elevada diante do distanciamento.

2. Resignação

Quando os esforços de reaproximação falham, ocorre um esgotamento orgânico. Os níveis de dopamina caem drasticamente, podendo levar a um estado de DEPRESSAO. Esta fase é marcada por angústia, desespero e perda de sentido.

Fisher (2004) salienta que:

La depresión también pudo impulsar a nuestros antepasados humanos a abandonar empresas sin futuro y adoptar estrategias más eficaces para alcanzar sus objetivos, especialmente objetivos reproductivos como el de casarse (p.193)



Conclusão:

É importante que nesta fase haja vigilância redobrada, pois há uma tendência em beber excessivamente, usar drogas, ou pensar em suicídio. Cuidado! Caso esteja se envolvendo em comportamentos destrutivos, procure ajuda de pessoas próximas, de médicos ou psicólogos.


Referências:


FISHER, Helen. Porque Amamos? Madri, Santillana ed., 2004.

RISO, WALTER. Amar ou Depender.


Como a psicóloga pode ajudar nesse processo

Na psicoterapia, o trabalho é organizado de modo a possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do indivíduo, afetando relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional. Também envolve a análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos.

São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados dentro do enquadre clínico, assim como questões relacionadas a posicionamento pessoal e clareza interna.

A Psicóloga sp conduz a sessão de terapia de maneira individualizada, considerando a singularidade de cada trajetória e o ritmo próprio de elaboração.

Importante destacar que a psicoterapia não substitui cuidados médicos quando necessários, nem elimina completamente emoções difíceis — que fazem parte da experiência humana. Em vez disso, , ampliar perspectivas e construir novas possibilidades de resposta diante das dificuldades.

CRP-SP 06-121677


Psicologa sp, Maristela

e formação acadêmica


 
 

Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga SP - Maristela Vallim BotariCRP-SP 06-121677sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.Trata-se apenas de um convite à reflexão

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