Terapia para luto-
- Psicóloga sp, Maristela Vallim Botari CRP 06121677

- 27 de mar.
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As 05 fases do luto afetivo - Psicóloga sp
Psicóloga Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677 março 24, 2026
A Neurobiologia e as Fases do Luto nos Relacionamentos Amorosos
CRP-SP 06-121677
Índice do Conteúdo:
1. A Neurobiologia da Perda Amorosa
Quando um vínculo afetivo é interrompido, o cérebro reage de forma complexa, assemelhando-se, em certos aspectos, a um processo de abstinência química. Pesquisas conduzidas por nomes como Helen Fisher sugerem que a rejeição amorosa ativa áreas cerebrais associadas ao desejo e à dependência, processando o rompimento como uma "privação" relacional.
Biologicamente, ocorre uma queda brusca nos níveis de dopamina e ocitocina — neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer, motivação e segurança. Paralelamente, há um aumento do cortisol (hormônio do estresse). Estudos indicam a ativação de regiões como a ínsula dorsal posterior, o que explica por que a dor emocional é frequentemente percebida fisicamente, manifestando-se como aperto no peito, apatia e angústia profunda.
2. Os 5 Estágios do Luto Afetivo
Baseado nos estudos de Elisabeth Kübler-Ross, o luto não é um caminho linear, mas um processo de adaptação. Estes estágios funcionam como mecanismos de defesa para amortecer o impacto da perda:
1. Negação: Um "amortecedor psicológico". A pessoa pode buscar distrações incessantes ou recusar-se a acreditar no fim para evitar o confronto imediato com o vazio.
2. Raiva: Surge quando a realidade se impõe. Manifesta-se através de sentimentos de injustiça, revolta ou culpa direcionada a si mesmo ou ao ex-parceiro.
3. Barganha: Tentativas de negociar a realidade. Surgem pensamentos como "e se eu tivesse agido diferente?" ou promessas internas na esperança de reverter a situação.
4. Depressão: O momento em que a perda se torna real. É uma fase necessária de introspecção, tristeza profunda e reconhecimento da nova realidade sem o vínculo.
5. Aceitação: Não significa esquecimento, mas a integração da perda à história pessoal. A pessoa torna-se capaz de seguir adiante com novos propósitos.
3. Reorganização da Identidade após o Término
O fim de um relacionamento exige que o indivíduo se reconheça fora da dinâmica do "nós". Habits, rotinas e planos que antes eram compartilhados precisam ser redefinidos. Esse processo envolve um desligamento gradual — desde objetos concretos até camadas profundas de projetos de vida.
Essa reconstrução identitária inclui a retomada de interesses pessoais, a redefinição de valores e, fundamentalmente, a atualização da própria história, onde a relação vivida passa a ocupar um lugar de memória, e não mais o centro da identidade atual.
4. Técnicas da TCC Aplicadas ao Luto
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) oferece ferramentas estruturadas que podem auxiliar nessa travessia. O foco não é apagar a experiência, mas integrá-la de forma funcional. Algumas intervenções incluem:
Ativação Comportamental: Reintrodução gradual de atividades que tragam prazer ou senso de domínio.
Reorganização da Vida: Apoio na estruturação da nova rotina e tomada de decisões práticas no presente.
Reestruturação Cognitiva: Trabalho sobre crenças de desamparo ou culpa excessiva que podem surgir após o rompimento.
Leituras Recomendadas
Suporte Profissional
Referências Técnicas e Bibliográficas:
FISHER, Helen E. et al. Reward, addiction, and emotion regulation systems associated with rejection in love. Journal of Neurophysiology, 2010.
KÜBLER-ROSS, E. Sobre a Morte e o Morrer. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
ZWIELEWSKI, G.; SANT'ANA, V. Detalhes de protocolo de luto e a terapia cognitivo-comportamental. Rev. Bras. Ter. Cogn., 2016.
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Acesso Em 23 De Junho De 2013.
FABICHACK, Cibele.
Amor, Sexo, Endorfinas E Bobagens.
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FROMM, Erich.
A Arte De Amar.
São Paulo. Martins Fontes. 1971
KÜBLER-ROSS, E.
Sobre A Morte E O Morrer.
8.Ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
SOUZA, Tuhany Barbosa.
Amor Romântico.
Monografia de Conclusão De Curso.
Uniceub, 2007.
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