top of page

A Romantização do Trabalho

  • Foto do escritor: Psicóloga sp,  Maristela Vallim Botari  CRP 06121677
    Psicóloga sp, Maristela Vallim Botari CRP 06121677
  • há 9 horas
  • 3 min de leitura

A Romantização do Trabalho 



Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga SP Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema. Trata-se apenas de um convite à reflexão, uma vez que observa em sua prática clínica o fenômeno do envolvimento emocional excessivo com a esfera profissional. 

 


 

1. O que é a romantização do trabalho

 

Vamos deixar as coisas bem claras:

Romantizar o trabalho é ter, por ele e por quase tudo que o envolve, uma paixão intensa e até exagerada — como se o trabalho fosse o ar que se respira.


Isso não quer dizer que as pessoas não devam gostar do trabalho. Devem, sim. Porém, esse “gostar” está mais relacionado a uma satisfação técnica e racional, que traz paz e alegria quando o trabalho é executado.


A romantização, ao contrário, pode levar à ansiedade e à alienação da vida pessoal.


Vamos falar sobre isso. (sem romantizar)

Pode-se compreender a romantização do trabalho como o depósito de uma carga afetiva exagerada nas funções laborais. 


Para a psicologia, esse fenômeno ocorre quando a identidade pessoal se funde excessivamente à profissional, o que pode resultar em uma visão menos crítica das relações de poder e das demandas institucionais.


Em resumo: A romantização do trabalho ocorre quando há uma tendência de colocar emoção onde caberia razão.


  

 

 

2. Sinais de vínculo desproporcional

 

Um sinal de atenção que pode ser preocupante, dependendo do nível de envolvimento emocional é quando o trabalhador passa a  se contentar em "receber emoção" quando na verdade deveria esperar algo mais palpável, como promoções, reconhecimentos, pagamentos extras

Quando o suor é substituído por lágrimas ou quando se projeta no ambiente corporativo necessidades afetivas familiares, pode haver um sinal de alerta para a romantização do trabalho

 

 

3. Impactos na saúde mental

 

A dedicação extrema e sem limites pode estar associada ao surgimento de estresse crônico, ideações paranoicas e esgotamento. 


Exemplos de romantização do trabalho por fase da vida


Público jovem (até ~30 anos)

Aqui a romantização costuma vir associada à idealização, identidade e influência das redes sociais.


Exemplos:

  • “Trabalhar 12 horas por dia é prova de que eu vou vencer.”

  • Exposição de rotinas exaustivas como símbolo de sucesso

  • Crença de que paixão elimina cansaço

  • Aceitação de condições precárias como “fase necessária”

  • Confusão entre ansiedade e ambição


Resumo: romantização como construção de identidade.

Público intermediário (30–45 anos)

A romantização tende a aparecer de forma mais sutil, incorporada ao funcionamento cotidiano.

Exemplos:

  • “Faço isso pela minha família”, sem delimitação de limites

  • Naturalização do cansaço constante

  • Dificuldade de se desconectar do trabalho

  • Disponibilidade contínua (inclusive fora do horário)

  • Associação entre valor pessoal e produtividade

Resumo: romantização como obrigação.

Público mais maduro (45+)

Podem coexistir manutenção da romantização ou questionamento dela.

Quando mantida:

  • Valorização do excesso de trabalho como virtude

  • Deslegitimação do descanso

  • Resistência à desaceleração

Quando questionada:

Resumo: romantização como valor moral

 

 

 

 

4. Equilíbrio e Trabalho Saudável

 

O trabalho saudável pode ser visto como uma via de evolução moral e material, exigindo funções cognitivas como memória e concentração. Contudo, manter as emoções em um campo privado e preservar a vida pessoal pode permitir que o indivíduo não se torne refém das dinâmicas de trabalho excessivo.

 

 

5. Limites e Abuso Moral

 

Infelizmente, a docilidade excessiva pode tornar o profissional vulnerável a situações de Assédio Moral no trabalho. Estabelecer limites claros e aprender a dizer não são ferramentas que podem ser desenvolvidas no processo com uma Psicóloga.

 



Referências Bibliográficas Dejours, C. (2008). Alienação e Clínica do Trabalho. In: S. Lancman & L. Sznelwar. Christophe Dejours: da psicopatologia à Psicodinâmica do Trabalho. (2ª edição ampliada, F. Soudant, S. Lancman e L. I. Sznelwar trads. pp. 255-286). Rio de Janeiro: Fiocruz Brasília: Paralelo 15.

 

 
 

Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga SP - Maristela Vallim BotariCRP-SP 06-121677sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.Trata-se apenas de um convite à reflexão

Psicóloga SP, psicóloga perto de mim, Psicólogos Cognitivo comportamental, Psicóloga presencial São Paulo, Psicóloga centro sp, Psicóloga Bela Vista, Terapia em São Paulo, sp, terapia online, terapia presencial, psicóloga presencial sp, psicologa consulta, terapia individual, terapia de casal, terapia infantil, terapia adultos, terapia idosos, terapia casal, psicóloga na av. Paulista, Psicóloga pinheiros, Psicóloga Vila Mariana, psicóloga em são paulo, dificuldades de relacionamento, procurar terapia, dependência emocional, sessões de terapia, terapia sao Paulo, Psicólogos em são Paulo, Psicólogo terapia, psicologia, narcisismo, terapia perto de mim, terapeuta perto de mim, terapia na Paulista, Psicólogos Perto de Mim, Como Encontrar Psicólogos Perto de Mim, Psicólogo Perto de Mim, Psicóloga Online e Presencial em SP, Consulta Avulsa com Psicóloga, Indicação de Psicóloga em SP, Psicóloga SP Maristela V. Botari, Para Que Serve um Psicólogo, O que Faz um Psicólogo Clínico, Experiência Profissional da Psicóloga em SP Maristela, Consulta com Psicóloga, Terapia Humanizada, Como Funciona a Terapia, Terapia São Paulo, Sessões de Terapia, Abordagens Terapia, Preço Terapia, Preço de Psicoterapia, Terapia de Casal em SP, onde encontrar psicóloga perto de mim'

psicologa2_edited.jpg
bottom of page