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Preocupação excessiva: como saber os limites?

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    Psicóloga sp, Maristela Vallim Botari CRP 06121677
  • há 1 dia
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Preocupação excessiva: como saber os limites?


 


De acordo com os dicionários da língua portuguesa, o termo Preocupação

O Dicionário Priberam define preocupação como:

“Estado de um espírito ocupado por uma ideia fixa a ponto de não prestar atenção a nada mais; inquietação; desassossego; pressentimento triste.”

Já o Dicio – Dicionário Online de Português apresenta preocupação como:

“Perda do sossego causada pelo sentimento de responsabilidade”;“sentimento de apreensão, de inquietação”;“ideia fixa, permanente e antecipada que perturba o pensamento.”

O Léxico.pt resume o termo como:

“Inquietação, apreensão.”

Etimologicamente, a palavra deriva do latim praeoccupatio, que significa “ocupação prévia” ou “ocupar-se antes”. Isso sugere que a preocupação envolve um pensamento que se antecipa aos acontecimentos, tomando espaço mental antes mesmo de algo acontecer

Podemos verificar, portanto, que, de acordo com os dicionários, a preocupação, em si, já é algo considerado excessivo — e, de certo modo, preocupante —, pois ocupa boa parte do tempo mental na busca por soluções. Geralmente, a preocupação surge (ou deveria surgir) quando algo foge ao nosso controle.


Por exemplo: um gasto a mais no cartão de crédito pode gerar certa preocupação se o indivíduo não souber como conseguir recursos para efetuar o pagamento.



 Algumas situações são mais preocupantes que outras.


Por exemplo: uma doença que não seja grave ou um filho adolescente que sai sozinho à noite podem gerar preocupação

Outras situações, porém, além de preocupantes, podem despertar ansiedade e medo, como o desemprego, uma ordem de despejo ou uma doença mais grave.


Portanto, a Preocupação pode ser entendida como um dos Gatilhos da Ansiedade 

 

O que pode ser considerado uma preocupação excessiva?

Como vimos anteriormente, a preocupação, embora seja um sentimento indesejável, infelizmente é considerada normal diante de algumas ocorrências da vida para as quais não estamos preparados. Porém, ela tende a diminuir ou desaparecer assim que soluções são encontradas, levando o indivíduo a um estado de homeostase emocional — ou, se preferirmos, de equilíbrio.

A preocupação passa a ser considerada excessiva quando mobilizamos recursos emocionais intensos diante de situações corriqueiras ou triviais, ou ainda quando sofremos por algo que não aconteceu, talvez nunca aconteça, ou cujas possibilidades de ocorrência são remotas. Nesses casos, o pensamento deixa de funcionar como um mecanismo de atenção e preparação e passa a operar como uma antecipação constante de ameaças.

A mente permanece ocupada tentando prever cenários, controlar variáveis e encontrar soluções para problemas hipotéticos. 

Como consequência, o indivíduo pode experimentar desgaste emocional, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão física e sensação permanente de alerta. 

Em vez de ajudar na resolução dos problemas, a preocupação excessiva consome energia psíquica e reduz a capacidade de lidar com o presente de maneira equilibrada.

 

Mas este ainda não é o pior cenário. Em alguns casos, mesmo as preocupações excessivas tendem a diminuir, desaparecer, e a pessoa consegue retornar ao equilíbrio emocional. Os quadros mais graves envolvem as preocupações patológicas.


O que são preocupações patológicas?

São consideradas preocupações patológicas a incapacidade persistente de relaxar, independentemente do motivo da preocupação. A pessoa que sofre com esse tipo de quadro permanece constantemente em estado de alerta, como se algo ruim pudesse acontecer a qualquer momento.



Nesses casos, a mente cria cenários improváveis, exagerados ou até impossíveis e passa a acreditar neles como se fossem reais ou altamente prováveis. Em outras palavras, trata-se de uma mente constantemente catastrófica, que raramente consegue descansar ou relaxar, mesmo quando não existe um perigo concreto.

A preocupação deixa de ser apenas uma reação diante de dificuldades reais e passa a funcionar quase de maneira automática, contínua e desproporcional. Pequenos acontecimentos podem ser interpretados como sinais de grandes tragédias, e situações neutras passam a ser vistas como ameaças potenciais.

Com o tempo, esse estado permanente de tensão pode gerar sofrimento psicológico significativo, além de sintomas físicos como insônia, fadiga, irritabilidade, dores musculares, dificuldade de concentração e sensação constante de esgotamento emocional.

 


Referências em ABNT

PRIBERAM INFORMÁTICA. Preocupação. In: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Lisboa: Priberam, s.d. Disponível em: Priberam. Acesso em: 2 jun. 2026.

DICIO. Preocupação. Dicio – Dicionário Online de Português. Disponível em: Dicio. Acesso em: 2 jun. 2026.

LÉXICO. Preocupação. Léxico.pt – Dicionário de Português Online. Disponível em: Léxico.pt. Acesso em: 2 jun. 2026.

Você não precisa enfrentar isso sozinho(a)

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Como a psicóloga pode ajudar?

Na psicoterapia, o trabalho é organizado para possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do paciente e acabam por afetar relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional.

A análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos, pode ser realizada. São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados, assim como questões de posicionamento pessoal.

Psicóloga Sp Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677

Psicóloga clínica com mais de 12 anos de experiência. A tcc com acolhimento humanizado pode ser integrada para auxiliar na compreensão da singularidade de cada história.

"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

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Conteúdo informativo desenvolvido pela  Psicóloga SP Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677


Este material possui caráter reflexivo e não substitui a consulta psicológica, nem tem a pretensão de esgotar os assuntos. Leia outros artigos no Blog da Psicóloga

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