Ter ou não ser: reflexões sobre o consumismo
- Psicóloga sp, Maristela Vallim Botari CRP 06121677

- 7 de set. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 27 de mar.
Na sociedade moderna, a distinção entre "ser" e "ter" se tornou uma das maiores reflexões da nossa existência. O consumismo, impulsionado pela publicidade e pela cultura da satisfação instantânea, nos leva a crer que a felicidade reside na acumulação de bens.
A lógica é simples e sedutora: quanto mais você tem, mais você é. Um carro novo, a roupa de grife, o celular de última geração—cada aquisição promete uma versão melhor de nós mesmos, mais bem-sucedida, mais aceita e mais feliz.
No entanto, essa corrida por ter o que há de mais recente pode nos levar a um ciclo interminável de insatisfação.
A euforia da compra é passageira e, logo em seguida, somos apresentados a um novo produto "essencial" que nos fará sentir incompletos novamente. O que antes era uma necessidade se torna um desejo, e o desejo se torna uma compulsão. O problema é que, ao atrelarmos nossa identidade e nosso valor aos objetos que possuímos, nos distanciamos de quem realmente somos.
A filosofia do "ser" propõe um caminho diferente. Ela nos convida a buscar a realização em experiências, em relacionamentos, no autoconhecimento e em contribuições significativas para o mundo.
O foco não está no que se acumula, mas no que se constrói internamente. Um jantar com amigos, a leitura de um livro, a prática de um hobby, o tempo dedicado à família—essas são as verdadeiras fontes de uma vida rica e plena, que não podem ser compradas.
Refletir sobre o consumismo é um convite para questionar o que realmente importa. É entender que a nossa essência não está naquilo que possuímos, mas naquilo que somos. A felicidade duradoura não está no ato de ter, mas no processo de ser e de viver.
E você, o que tem priorizado em sua vida: o "ter" ou o "ser"?
A questão do “ter ou não ser” ultrapassa o campo estritamente filosófico e aparece com frequência na experiência cotidiana do homem contemporâneo.
Em uma sociedade marcada pelo consumo e pela visibilidade social, o sucesso tende, muitas vezes, a ser associado àquilo que se possui: bens materiais, marcas, conquistas exibidas e experiências compartilhadas publicamente.
Nesse cenário, torna-se comum que o valor pessoal seja medido por indicadores externos de reconhecimento.
Crítica Psicológica ao Consumismo
Diversos autores da psicologia social e da psicologia humanista discutem como o consumo pode assumir, em determinadas circunstâncias, funções simbólicas que vão além da simples satisfação de necessidades práticas. Em contextos sociais fortemente orientados para o mercado e para a exibição de status, o ato de consumir pode tornar-se também uma forma de construção de identidade ou de busca por reconhecimento.
Sob essa perspectiva, alguns psicólogos observam que o consumo, quando passa a ocupar um papel central na vida cotidiana, pode estar associado a determinadas dinâmicas psicológicas.
Dependência do consumoEm alguns casos, a compra de bens ou experiências pode funcionar como um mecanismo momentâneo de alívio emocional. A aquisição de um objeto novo costuma gerar sensação temporária de satisfação ou excitação. Entretanto, quando essa estratégia passa a ser utilizada repetidamente para lidar com frustrações, ansiedade ou tédio, pode surgir um padrão de consumo impulsivo ou compulsivo, no qual o prazer obtido é breve e tende a exigir novas aquisições para ser mantido.
Conteúdo informativo desenvolvido pela
CRP-SP 06-121677
sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.Trata-se apenas de um convite à reflexão






















