Sinais de que o amor acabou
- Psicóloga sp, Maristela Vallim Botari CRP 06121677

- 25 de abr. de 2024
- 3 min de leitura
Atualizado: 11 de mai.
Psicóloga aponta sinais de que o amor acabou
Psicóloga Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677 maio 07, 2026
Sinais de que o amor acabou (ou está acabando aos poucos)
A percepção de que o amor chegou ao fim nem sempre é imediata. Muitas vezes, se manifesta por meio de sutis mudanças de comportamento e prioridades.
Como escreveu Vinicius de Moraes, “que seja infinito enquanto dure”. Alguns sentimentos também têm um tempo próprio — e compreender o seu fim faz parte do processo emocional.
Às vezes, ele simplesmente se transforma, perde intensidade, muda de lugar dentro de nós. O que antes era urgente pode se tornar silencioso; o que ocupava o centro passa a coexistir com outras experiências. E isso não significa que tenha sido falso ou menor — apenas que não permaneceu da mesma forma.
Há uma expectativa muito difundida de que sentimentos verdadeiros deveriam ser permanentes.
Como se a duração fosse a prova da autenticidade. Mas, na experiência humana, sentir é algo dinâmico. Emoções nascem, se desenvolvem e, em muitos casos, se esgotam. Insistir na permanência pode gerar mais sofrimento do que aceitar a mudança.
Quando um sentimento acaba, pode surgir uma tentativa de reanimá-lo, de recuperar aquilo que já não responde da mesma maneira. Surge a dúvida: “se acabou, então não era real?”. E essa é uma armadilha comum. A intensidade vivida em determinado momento não é anulada pelo fato de não existir mais agora.
Elaborar o fim de um sentimento exige um tipo específico de reconhecimento: o de que nem tudo o que é significativo precisa ser duradouro.
Há experiências afetivas que cumprem um papel em determinado momento da vida e, depois, deixam de fazer sentido. Não por falha, mas por movimento.
Sustentar essa ideia — de que algo pode ter sido “infinito enquanto durou” dentro de si — permite uma relação menos rígida com a própria vida emocional. Em vez de tentar fixar o que muda, abre-se espaço para compreender, com mais honestidade, os próprios ciclos internos.
Aqui cabe uma análise sobre o que pode estar acontecendo:
De acordo com alguns teóricos de renome da Psicologia, (vide referências) alguns sinais podem indicar que o sentimento passou por um processo de integração emocional e deixou de ocupar posição central na vida psíquica.
Algumas referências bibliográficas que fundamentam esses fenômenos:
John Bowlby – Attachment and Loss (1969, 1973, 1980).A teoria do apego descreve como vínculos afetivos se formam e como a ruptura ativa processos semelhantes ao luto.
Colin Murray Parkes – Bereavement: Studies of Grief in Adult Life (1972).Analisa reações emocionais diante de perdas significativas, aplicáveis também ao término de relacionamentos.
Elisabeth Kübler-Ross – On Death and Dying (1969).Embora focado no luto por morte, o modelo das fases do luto foi posteriormente utilizado para compreender rupturas afetivas.
MORAES, Vinicius de. Soneto de fidelidade. In: MORAES, Vinicius de. Antologia poética. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2009.
Susan J. Elliott – Getting Past Your Breakup (2009).Obra voltada ao público geral, com base em princípios psicológicos sobre reorganização após términos.
Guy Winch – How to Fix a Broken Heart (2018).Discute, sob perspectiva psicológica e neurocientífica, o impacto cognitivo e emocional das separações.
David Sbarra – Pesquisas acadêmicas sobre ajuste psicológico após divórcio e dissolução conjugal (University of Arizona).Seus estudos investigam regulação emocional, adaptação e saúde mental após separações.




































