Não consigo superar um término: o que fazer?
- Psicóloga sp, Maristela Vallim Botari CRP 06121677

- 31 de mar.
- 4 min de leitura
Artigo escrito porPsicóloga Maristela Vallim Botari – CRP/SP 06-121677
Conteúdo informativo desenvolvido pela
CRP-SP 06-121677
sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.
Trata-se apenas de um convite à reflexão
Conteúdo do Artigo
Os Amores Líquidos segundo Zygmunt Bauman
A expressão “amor líquido” foi formulada pelo sociólogo Zygmunt Bauman para descrever características dos relacionamentos na contemporaneidade.
O conceito integra sua análise mais ampla sobre a chamada modernidade líquida, marcada por instabilidade, mobilidade e transformações constantes nas estruturas sociais.
Nesse contexto, os vínculos afetivos passam a refletir a lógica da fluidez. Relações formam-se com rapidez, desenvolvem-se sob condições de incerteza e podem se desfazer com relativa facilidade.
Ao mesmo tempo, pode coexistir com sentimentos de insegurança, ansiedade e fragilidade nos laços afetivos, uma vez que a estabilidade deixa de ser elemento central na construção das relações.
Os amores na modernidade líquida
Mas, o apego faz parte da experiência humana.
Desde a infância, as pessoas aprendem a criar vínculos que oferecem sensação de segurança, proximidade e pertencimento.
Estar ligado emocionalmente a alguém pode trazer conforto e estabilidade interna.
A dificuldade surge quando o desejo por uma relação mais estável convive com um contexto social em que os vínculos tendem a ser mais fluidos e menos duradouros.
Nessa situação, pode haver um conflito entre a vontade de construir um relacionamento sólido de uma parte, com outra pessoa que esta vivendo a fluidez do momento.
Como esquecer um amor, na visão da Psicologia
Quando alguém decide não permanecer na relação, a outra parte se depara com um limite que não depende apenas de sua vontade. Respeitar essa decisão faz parte do processo de encerramento do vínculo.
Na Psicologia, o término é compreendido como uma forma de luto.
Autores como John Bowlby, ao estudar o apego, descrev
em que a ruptura de vínculos significativos ativa respostas emocionais semelhantes às observadas em outras perdas.
Tristeza, raiva, insegurança e saudade podem surgir como reações esperadas.
Também a psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, ao investigar processos de luto, descreveu fases emocionais que ajudam a compreender a oscilação entre negação, tristeza e aceitação. Essas etapas não ocorrem de forma linear, mas ilustram que a elaboração envolve tempo e contato com as próprias emoções.
Para estes autores, esquecer amor não significa apagar memórias, mas reorganizar o lugar que essa experiência ocupa na própria história.
Algumas atitudes costumam fazer parte desse processo de reorganização emocional:
Procurar apoio em amigos e familiares
Manter atividades que façam parte da rotina
Buscar acompanhamento psicológico, quando necessário
Refletir sobre a experiência vivida e seus significados
Tratar como uma dependência : o amor pode ativar circuitos químicos no cérebro semelhantes aos de uma dependência.
Deixar o tempo agir: o tempo é um aliado fundamental no processo de desapego emocional.
O afastamento afetivo pode envolver atravessar emoções, compreender padrões relacionais e reconstruir referências internas. Trata-se de um processo gradual de adaptação à ausência do vínculo.
Como a psicóloga pode ajudar nesse processo
Na psicoterapia, o trabalho é organizado de modo a possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do indivíduo, afetando relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional. Também envolve a análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos.
São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados dentro do enquadre clínico, assim como questões relacionadas a posicionamento pessoal e clareza interna.
A Psicóloga sp conduz a sessão de terapia de maneira individualizada, considerando a singularidade de cada trajetória e o ritmo próprio de elaboração.
Atendimento em Terapia Cognitivo-Comportamental com Acolhimento Humanizado,
Importante destacar que a psicoterapia não substitui cuidados médicos quando necessários, nem elimina completamente emoções difíceis — que fazem parte da experiência humana. Em vez disso, ela pode oferecer um momento estruturado para elaborar vivências, ampliar perspectivas e construir novas possibilidades de resposta diante das dificuldades.
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Considero como relevantes para a compreensão da pessoa, seus aspectos sociais, culturais e históricos, elementos que compõe a totalidade de um indivíduo.
Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra cabeça da vida, juntando peças, que aparentemente não fazem sentido separadamente.
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